sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Sandra: sinto-me representado na sua voz, no seu brado


"POR QUE VOTO EM SANDRA SÁ? Conheci Sandra em 1998. Ela, servidora do Tribunal de Justiça do Ceará; eu, estagiário. O reencontro, Defensoria Pública, 2008. O êxtase da posse, o abraço caloroso da amiga, grande dia, esplêndido momento. Mariana, Adriano. Muitas lutas. Estratégias, discernimento, paralisações. Constituição Federal? Justiça? Direitos? Mais uma eleição. Sandra na vanguarda. Muitas batalhas. Surpreendentes vitórias: autonomia, cargos, diferença de entrâncias. São inadmissíveis as cizânias gratuitas, ofensivas, estéreis. 

A falta de respeito, descendente da falta de preparo. Oscar Wilde afirmou que “só há, na realidade, duas espécies de criaturas fascinantes: as que sabem absolutamente tudo e as que não sabem absolutamente nada”. Todos possuem virtudes e vícios. Já temos muitos inimigos externos, típicos de uma sociedade do espetáculo, das classes, desdobramentos nefastos da antiga clivagem entre capital e trabalho, entre casa-grande e senzala. Não precisamos de galhofas. Acredito que são todos adultos. A ingenuidade de alguns, lamentável, não é comovente. Como disse Vandré, “somos todos iguais, braços dados ou não”. 

Sandra enfrentou os barões do poder. Incomodou-os. Foi ao Palácio, aos subúrbios, às praças públicas, às rádios. Exigiu direitos, cumpriu deveres. É uma mulher forte, decente, altiva; uma guerreira deste grande sertão, nosso Nordeste. Na voz de Sandra, no seu brado, sinto-me representado."

José Valente Neto - Defensor Público

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